O que é uma estratégia de neuromarketing e como aplicá-la? - All iN

O que é uma estratégia de neuromarketing e como aplicá-la?

Uma das tendências que podemos observar entre as empresas que buscam melhores resultados de vendas é o desenvolvimento de uma estratégia de neuromarketing. Essa ferramenta — bastante utilizada na área de comunicação — tem como objetivo compreender os consumidores para então incentivá-los a manterem a sua marca em mente.

Nesse artigo veremos exatamente o que significa o neuromarketing e como você pode começar a aplicar algumas de suas técnicas nas campanhas e ações de marketing da sua empresa.

Em que consiste uma estratégia de neuromarketing?

O neuromarketing é o campo que combina a neurociência, a psicologia e o marketing. Trata-se de uma série de práticas que visam a estudar quais são as reações do cérebro humano diante de certos estímulos e como isso pode afetar o nosso comportamento e as nossas decisões de compra.

A partir dessas informações, os profissionais de neuromarketing podem elaborar estratégias que influenciam os consumidores a se interessarem por uma marca, produto ou solução, de forma tanto consciente quanto inconsciente.

E, para atingir esse propósito, utilizam-se técnicas que envolvem principalmente os sentidos, as emoções e a memória.

Apesar das pessoas serem muito diferentes e lidarem de formas distintas com os estímulos, há certas táticas que, de modo geral, funcionam muito bem. Por exemplo: quando você visualiza um anúncio de promoção do tipo “50% DE DESCONTO NAS ÚLTIMAS UNIDADES”, o que isso desperta? Para muitas pessoas, essa propaganda aguça o desejo imediato de comprar, de agir por impulso.

Mas esse é um método já bastante conhecido no mercado. Vejamos então algumas das principais técnicas de neuromarketing que vêm sendo aplicadas em diversos setores.

Quais são as principais técnicas de neuromarketing?

Trabalhar com os sentidos

Concentrar-se em recursos sensoriais é uma maneira de impactar o consumidor por meio da experiência. O cérebro tem um enorme domínio sobre o processamento de estímulos visuais, por isso esse é o primeiro sentido para ter em mente ao criar ações de comunicação.

Pense nas sensações que as cores são capazes de causar — o azul transmite segurança e confiança, o verde passa a ideia de paz e saúde, o amarelo indica clareza e otimismo etc. Considere também o uso de imagens de rostos humanos, já que costumamos criar uma conexão imediata com fotos do gênero, o que dá a elas certo poder de persuasão.

Mas não podemos deixar de lado os outros sentidos. Mesmo que seja difícil estimulá-los — especialmente no caso de negócios digitais —, temos a opção de trabalhar com as lembranças e despertar certos cheiros, sons, gostos e outras sensações.

Focar nos gatilhos mentais

Os gatilhos mentais são táticas de comunicação cujo objetivo é induzir alguém a realizar determinada ação. Eles mexem com o lado mais instintivo do cérebro, o que costuma nos levar a reações inconscientes.

Existem inúmeros gatilhos mentais documentados pelos profissionais de neuromarketing, mas alguns dos mais conhecidos são:

  • a reciprocidade;
  • a consistência;
  • a afeição;
  • a antecipação;
  • a novidade;
  • a autoridade;
  • a escassez.

Foi justamente um desses gatilhos que utilizamos como o exemplo do anúncio “50% DE DESCONTO NAS ÚLTIMAS UNIDADES” no início do artigo.

Ao oferecer um desconto e incluir a informação de que ele é válido por tempo limitado porque as últimas unidades já estão acabando, cria-se uma sensação de ausência ou perda caso o consumidor não aproveite a oportunidade. Esse é o princípio do gatilho mental da escassez.

Monitorar os dados de comportamento do consumidor

Com o avanço da internet e o uso crescente das ferramentas como sites de e-commerce, redes sociais e fóruns, aumentou também a disponibilidade de dados sobre os hábitos do consumidor online. Tudo isso gera uma quantidade enorme de informação, da qual podemos extrair tendências, padrões de comportamento e outros insights valiosos — desde que apliquemos os métodos apropriados de análise.

Nesse sentido, se utilizarmos as práticas de big data e business intelligence, teremos uma noção ainda mais completa sobre as necessidades, problemas e interesses do público. Aliando esse conhecimento aos conceitos de neuromarketing, conseguimos descobrir as melhores maneiras de chamar a atenção dos clientes e ativar as reações pretendidas.

Criar um senso de pertencimento

Outra característica que pode ser útil em uma estratégia de neuromarketing é o sentimento de pertencimento a um grupo, comunidade ou tribo. Essa nada mais é que uma necessidade humana, e estar inserido em um grupo é algo prazeroso e recompensador — principalmente se você desejar fazer parte dele e compartilhar dos mesmos interesses.

Sendo assim, procure ser mais envolvente nas suas campanhas. Em vez de apenas dar ordens (“Clique aqui!”, “Assine agora!”, “Compre já!” etc.), mostre como é interessante pertencer ao grupo de clientes que adquiriu o seu produto ou contratou o seu serviço e demonstre a quais vantagens essas pessoas têm acesso.

Selecionar bem as palavras

Todos nós reagimos às mensagens de acordo com as palavras que pessoas e marcas nos enviam. Como as palavras têm significado, elas são capazes de transmitir emoções e causar sensações que podem tanto ser boas quanto ruins.

Por isso, é essencial que você avalie bem as palavras que pretende utilizar em uma campanha. Use termos positivos e relevantes para a sua audiência. E, antes de veiculá-la para um grande público, faça testes para avaliar como os clientes reagem.

E no que se refere ao seu site, atente também às descrições dos produtos e serviços. Use palavras condizentes com os valores da empresa, pois os visitantes vão associá-las à sua marca e ao que ela tem a oferecer.

Portanto, podemos perceber que o neuromarketing tem uma atuação bastante abrangente, passando pela psicologia das cores, estímulos sensoriais, reações a emoções, instintos, lembranças e muito mais. E já que envolve até mesmo o uso de big data, business intelligence e muita informação, representa um ótimo desafio para os profissionais de gestão de TI.

O que você achou deste artigo? Gostou de saber como funciona uma estratégia de neuromarketing e algumas das suas táticas mais importantes? Continue acompanhando nosso blog.

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